quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PROTESTOS

MP-RJ quer proibir PMs à paisana de fazer prisões em protestos

Ministério Público quer evitar eventuais abusos cometidos por policiais sem identificação Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Ministério Público quer evitar eventuais abusos cometidos por policiais sem identificação
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) entrou com uma medida cautelar na Auditoria de Justiça Militar requerendo que policiais do serviço reservado da PM (P2), descaracterizados, sejam proibidos de realizar prisões em flagrante durante manifestações populares.
Na mesma ação, anunciada nesta segunda-feira, o MP-RJ pede que todos os policiais militares que participem dessas manifestações usem coletes com identificação alfa-numérica visível.
Também foi requerido à Justiça que a Polícia Militar informe, em um prazo mínimo de 24 horas, a lista com os nomes dos policiais que irão atuar no monitoramento dos protestos.
Protestos no Rio cobram explicações sobre sumiço de pedreiro
Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.
A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.
A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.
A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

FUTEBOL

Com um a menos, São Paulo bate Náutico e fica perto de sair da degola

Brasileiro Série A 2013 - Rodada 10 - 03/09 - 21h00 - Arena Pernambuco

Náutico  0
X 
1  São Paulo

     
    • Aloísio 27 ' (2T)
    O São Paulo não teve vida fácil no Recife na noite desta terça-feira, mas conseguiu um resultado de vital importância na briga contra o rebaixamento. Em duelo correspondente à 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, o clube paulista visitou o Náutico na Arena Pernambuco e, mesmo com um homem a menos durante boa parte do segundo tempo, venceu o lanterna por 1 a 0 para ficar muito perto de sair da zona de rebaixamento do torneio.
    São Paulo não fez boa partida, mas saiu do Recife com vitória sobre adversário direto Foto: W Correia Neto / Gazeta Press
    São Paulo não fez boa partida, mas saiu do Recife com vitória sobre adversário direto
    Foto: W Correia Neto / Gazeta Press
    A vitória foi vital para a equipe do Morumbi, pois deixou o Náutico afundado na lanterna, enquanto fez os paulistas subirem na tabela. O time pernambucano continuou com oito pontos com o resultado, caminhando a passos largos para a Série B do Brasileiro. Já o São Paulo vai a 18, mesmo número de pontos do Fluminense, primeira equipe fora da zona da degola.
    Como o jogo desta terça era retroativo da 10ª rodada, tanto Náutico quanto São Paulo já voltam a campo pelo Campeonato Brasileiro na próxima quinta-feira, pela 18ª rodada da competição nacional. O time pernambucano recebe o Vasco, às 21h (de Brasília), enquanto os paulistas jogam no Morumbi contra o Criciúma no mesmo dia e horário.
    Os primeiros minutos do duelo no Recife foram todos do Náutico. Com um bom futebol, a equipe pernambucana dominou o começo de jogo e chegou a criar boas chances de abrir o placar. Na melhor delas, Tiago Real apareceu livre na área aos 12min e soltou uma bomba para boa defesa de Rogério Ceni. O domínio do time alvirrubro no início era tamanho que o São Paulo só chegou perto do gol de Ricardo Berna pela primeira vez aos 25min. O equilíbrio paulista diminuiu o ritmo do confronto, que teve poucas chances até o intervalo.
    Na volta para a etapa final, o São Paulo saiu mais para o jogo, mas as melhores chances ainda eram do Náutico. O jogo era aberto e aos 14min Rogério foi lançado sozinho na cara de Ceni, mas chutou bisonhamente para fora. A situação do clube tricolor ficou pior aos 15min, quando o zagueiro Antônio Carlos parou chance clara de gol com carrinho e foi expulso.
    Apesar do erro bizarro, Rogério, que entrou no segundo tempo, era o mais acionado do Náutico e quase marcou aos 23min. Mesmo com um a menos, foram os visitantes que saíram na frente aos 28min, quando Aloísio aproveitou cruzamento de Reinaldo para marcar. No minuto seguinte, Oliveira acertou cabeceada na trave de Ceni e ainda viu a bola percorrer a linha antes de Douglas tirar.
    Nos minutos finais, o Náutico se jogou todo ao ataque, enquanto o São Paulo se defendeu como pode.  A equipe pernambucana forçou inúmeros cruzamento para a área, mas a zaga do clube tricolor foi soberana nas bolas levantadas e Rogério Ceni teve pouco trabalho durante a pressão adversária. 
    FICHA TÉCNICA
    NÁUTICO 0 X 1 SÃO PAULO
    Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE)
    Data: 3 de setembro de 2013 (terça-feira)
    Horário: 21h (de Brasília)
    Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
    Assistentes: Marcelo Barison (RS) e Ivan Bohn (PR)
    Cartões amarelos: William Alves (Náutico); Reinaldo, Maicon (São Paulo)
    Cartão vermelho: Antônio Carlos (São Paulo)
    Gol: SÃO PAULO: Aloísio, aos 27 minutos do segundo tempo
    NÁUTICO: Ricardo Berna; Auremir, Leandro Amaro, William Alves e Bruno Collaço; Elicarlos, Helder (Derley), Martinez, Tiago Real (Jones Carioca) e Morales (Rogério); Olivera
    Técnico: Jorginho
    SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas, Paulo Miranda, Antônio Carlos e Reinaldo; Wellington, Rodrigo Caio e Ganso (Maicon); Lucas Evangelista (Negueba), Osvaldo (Aloísio) e Luis Fabiano
    Técnico: Paulo Autuori