quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PASTOR E ASSOCIAÇÃO AO TRÁFICO

Promotoria denuncia pastor e chefe de facção por associação ao tráfico no Rio

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DO RIO
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O Ministério Público estadual do Rio de Janeiro pediu a prisão do traficante Márcio Nepomuceno dos Santos, conhecido como Marcinho VP, um dos chefes da facção Comando Vermelho, e do pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias pelo crime de associação ao tráfico de drogas.
Ambos já estão presos por outras acusações. Marcinho VP por tráfico de drogas e o pastor Marcos por estupro. A 43ª Vara Criminal irá analisar o pedido do promotor Alexandre Murilo Graça.
De acordo com o promotor, a associação entre o traficante e o pastor começou em 1993 quando Marcos Pereira fazia o trabalho de evangelização em presídios, delegacias e favelas dominadas pela facção de Marcinho VP.
De acordo com o MP, com a prisão de Marcinho VP, o pastor passou a atuar como "pombo correio", levando recados dos presídios para os criminosos que se encontravam escondidos em favelas. Por outro lado, o pastor conseguia a autorização para realizar as pregações nas comunidades fortalecendo assim a sua igreja.
O promotor ainda aponta os templos de sua igreja como local para a guarda de armas da facção criminosa. Além disso, ainda convenceria fieis a proteger criminosos depondo a seu favor.


O advogado Marcelo Patrício, que defende o pastor Marcos Pereira, não foi encontrado para falar sobre o assunto. A Folha não obteve os contatos dos advogados de Marcinho VP no Rio. Atualmente, o traficante do Complexo do Alemão está detido no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

PREFEITURA

Prefeitura de SP divulga lista errada com construções embargadas

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JUCA VARELLA
BRUNO BENEVIDES
DE SÃO PAULO
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Na lista de obras embargadas pela Prefeitura de São Paulo, divulgada na segunda-feira (2), há construções que não deveriam estar ali e outras que, apesar de irregulares, continuam a ser feitas normalmente.
Folha visitou 25 dos 587 endereços da relação, anunciada pela gestão Haddad (PT) após o desabamento de uma obra na zona leste que deixou dez mortos.
No número 405 da avenida Marques de São Vicente, na Barra Funda (zona oeste), operários carregavam materiais de construção para cima e para baixo no que será o Marquês Business Center.
Segundo a lista da prefeitura, no entanto, essa é uma das obras que deveriam estar paradas por irregularidades.
Em nota, a Brookfield, responsável pelo empreendimento, afirma que não tem nenhuma informação sobre auto de embargos no local.
Procurada, a prefeitura admite o erro e diz em nota que "o imóvel em questão chegou a ser embargado no passado, mas a situação já foi regularizada". A administração informa que a lista de obras irregulares localizadas na Subprefeitura da Lapa será revisada. Ao todo, são 42 endereços.
Na Liberdade, região central, onde não há erros na lista, duas obras embargadas seguem em andamento. Uma é um edifício garagem na rua Barão de Iguape, 58. Ali, operários trabalham normalmente.
Segundo um funcionário, que não quis se identificar, a obra está quase concluída. Procurada, a Tower Construção Metálica, responsável pela construção, não respondeu até a conclusão desta edição.
Na avenida Liberdade, outra obra embargada segue sendo feita. No local há um antigo casarão. Em fevereiro parte dele desabou, matando uma pessoa. O dono não foi localizado até a conclusão desta edição.
Em Pinheiros (zona oeste), duas obras embargadas estão concluídas. Em uma funciona o Boteco Villa Heitor Grill, na rua Heitor Penteado, que tem o alvará de funcionamento.
A outra fica na Artur de Azevedo, onde há outro restaurante, o Fegrill. O engenheiro responsável João Batista Silva Mazzini diz que o local chegou a ser embargado, mas foi liberado em abril. "A lista está desatualizada", diz. O auto de desembargo foi publicado em maio no "Diário Oficial".
OUTRO LADO
Em nota a prefeitura afirmou que as obras da Marquês Business Center, na Barra Funda (zona oeste) não estão embargadas.
De acordo com a administração, houve um erro no levantamento realizado pela Subprefeitura da Lapa e a lista com todas as obras da região será revisada.
A prefeitura esclareceu que a relação divulgada na segunda-feira foi um "um levantamento manual dos processos de fiscalização que estão em cada subprefeitura".
Ainda segundo a nota, a obra na avenida Liberdade --onde um desabamento causou a morte de uma pessoa, em fevereiro-- está embargada desde o dia 4 de março, quatro dias após o acidente.
No dia 23 de agosto, a prefeitura pediu a Polícia Civil abertura de inquérito. A Folha não encontrou o proprietário da obra até a conclusão desta edição.
Já a construção na rua Barão de Iguape, também na Liberdade (região central), está interditada desde o dia 30 de abril, diz a prefeitura.
Fiscais da prefeitura visitaram outras quatros vezes o local e constataram que a obra continuava. Em todas às oportunidades o empreendimento foi multado, num valor total de R$ 104.151,5. O pedido de inquérito foi feito no dia 15 de julho à polícia.
Folha entrou em contato com a Tower Estruturas Metálicas, responsável pela obra, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.

PORSCHE ROUBADO

Ex-jogador Juninho Paulista tem Porsche roubado em SP

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MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO
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O ex-jogador de futebol Juninho Paulista, 40, teve o Porsche Cayenne roubado, na região da Vila Olímpia, zona sul de São Paulo, na noite de terça-feira (3).
Juninho Paulista, que estava acompanhado de um amigo, entrava no carro estacionado na rua Gomes de Carvalho quando foi abordado por um homem armado. Ele não reagiu ao roubo e entregou o carro ao ladrão.
Avener Prado/Folhapress
Polícia recupera Porsche Cayenne do ex-jogador de futebol Juninho Paulista, roubado na região da Vila Olímpia, zona sul de São Paulo
Polícia recupera Porsche Cayenne do ex-jogador de futebol Juninho Paulista, roubado na região da Vila Olímpia, zona sul de SP
O Porsche, que possui sistema de rastreamento, foi localizado pela polícia abandonado, sem a chave, na rua Espanha, no Jardim Europa.
O carro foi levado por um guincho ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), onde o caso foi registrado.
Juninho Paulista já jogou pelos times do São Paulo, Middlesbrough (Inglaterra), Atlético de Madrid (Espanha), Vasco, Flamengo e Palmeiras. Ele também integrou a seleção pentacampeã na Copa do Mundo de 2002.
OUTRO CASO
Em junho, o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande teve o carro roubado na esquina das ruas São Jorge e Santa Elvira, no Parque São Jorge, zona leste de São Paulo.
Casagrande estava com o filho em frente à casa de um amigo quando foi surpreendido pelos criminosos armados, que roubaram seu carro. A ação foi rápida e além do veículo os criminosos levaram cartões de crédito e documentos.
Miguel Schincariol/Folhapress
O ex-jogador Juninho Paulista
O ex-jogador Juninho Paulista

SAPO QUE ESCUTA PELA BOCA

Sem tímpano, espécie de sapo utiliza boca para conseguir ouvir

Raios-x revelam um novo mecanismo de audição para animais sem ouvido

Mesmo sem possuir tímpano, o pequeno sapo da espécieSechellophryne gardineri - um dos menores anfíbios do mundo - consegue ouvir outros sapos e coaxar normalmente, o que até hoje era um mistério para os cientistas. Uma equipe internacional de pesquisadores utilizou raios-x para desvendar essa característica, e descobriram que os sapos usam sua cavidade oral para transmitir sons até seu ouvido interno. Os resultados foram divulgados na edição desta segunda-feira da revista científica PNAS.
Ilustração mostra como espécie de sapo consegue ouvir com a boca: a pele do animal reflete 99,9% do som que chega até ele; mas, como o Sechellophryne gardineri não conta com ouvido médio, as ondas sonoras não podem ser levadas até o ouvido interno. Então, a boca serve como cavidade ressonante das frequência, amplificando a amplitude do som na boca Foto: R. Boistel/CNRS / Divulgação
Ilustração mostra como espécie de sapo consegue ouvir com a boca: a pele do animal reflete 99,9% do som que chega até ele; mas, como o Sechellophryne gardineri não conta com ouvido médio, as ondas sonoras não podem ser levadas até o ouvido interno. Então, a boca serve como cavidade ressonante das frequência, amplificando a amplitude do som na boca
Foto: R. Boistel/CNRS / Divulgação
O modo como o som é escutado é comum a muitas linhagens de animais e surgiu durante o período Triássico (há 200-250 milhões de anos). Apesar de os sistemas de audição de animais com quatro patas ter passado por diversas mudanças desde então, eles têm em comum  o ouvido médio, com ossículos e membrana timpânica (tímpano), que surgiu de maneira independente nas principais linhagens.
Por outro lado, muitos animais - com destaque para os sapos - não contam com ouvido externo, como os humanos, apenas um ouvido médio, a porção interna do tímpano, que fica na superfície da cabeça. A chegada de sons faz o tímpano vibrar, e essa membrana "entrega" as vibrações por meio dos ossículos ao ouvido interno, onde células as traduzem em sinais elétricos enviados ao cérebro. E seria possível detectar som no cérebro sem o ouvido médio? A resposta, em geral, é "não", porque em 99,9% dos sons são refletidos na superfície da pele.
"No entanto, sabemos de uma espécie de sapos que coaxa como outros sapos mas não tem ouvidos médios com tímpano para escutar uns aos outros. Isso parece uma contradição", afirma Renaud Boistel, da Universidade de Poitiers, na França. "Esses pequenos animais (Sechellophryne gardineri) têm vivido isolados na floresta tropical de Seicheles há 47 ou 65 milhões de anos, desde que essas ilhas se separaram do continente. Se podem ouvir, seu sistema de audição deve ser remanescente de formas de vida do antigo supercontinente de Gondwana.
Simulações numéricas ajudaram os cientistas a descobrir que o som é recebido através da cabeça desses sapos. As simulações comprovaram que a boca dos animais serve como ressoador - ou amplificador - para as frequências emitidas pela espécie. 
Animais em agosto: jacaré ameaçado é esfolado em público no PA

VOTO SECRETO

Câmara aprova por unanimidade PEC do Voto Aberto no Congresso

Todos os 452 deputados presentes votaram a favor; texto vai ao Senado.
Iniciativa foi resposta à votação que livrou Natan Donadon da cassação.

Fabiano CostaDo G1, em Brasília
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Uma semana após livrar da cassação o deputado Natan Donadon (sem partido-RO) em uma votação secreta, a Câmara aprovou nesta terça-feira (3), por unanimidade dos 452 votantes, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina voto aberto em todas as votações do Congresso Nacional. O projeto ainda precisa ser aprovado em dois turnos pelos senadores.
De autoria do ex-deputado Luiz Antônio Fleury (PMDB-SP), a proposta estava engavetada na Câmara desde 2006, à espera da apreciação em segundo turno. Mas, por falta de acordo, a PEC foi retirada de pauta diversas vezes ao longo dos últimos sete anos.
Diante da repercussão negativa do caso Donadon, os líderes da Câmara decidiram na manhã desta terça resgatar o projeto de Fleury para tentar dar uma resposta rápida à opinião pública. A PEC do ex-parlamentar paulista era a única que estava em condições de ser submetida nesta semana ao plenário.
“Essa página [caso Donadon] está virada. Agora, vamos fazer coisa positivas e melhores, a partir de hoje à noite. Este é o verdadeiro retrato do plenário desta Casa. Se Deus quiser, a partir de hoje a fotografia só tende a melhorar”, disse Henrique Alves após a votação.
O texto sugerido por Fleury põe fim ao voto secreto em todas as deliberações da Câmara, do Senado e do Congresso Nacional. A PEC também estende seus efeitos às Assembleias Legislativas dos estados, à Câmara Legislativa do Distrito Federal e às Câmaras Municipais.
A proposta aprovada pelos deputados, apresentada em 2001, gera polêmica no Legislativo. Além de acabar com as votações sigilosas para perda de mandato de parlamentares por falta de decoro e condenação criminal, o projeto abre, por exemplo, os votos em eleições das mesas diretoras e nas apreciações de vetos presidenciais.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou nesta terça que preferia ter colocado em votação outra PEC, de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que propõe votações abertas apenas para processos de perda de mandato. Mas ressalvou que o texto vem sofrendo obstrução de alguns partidos na comissão especial criada na Câmara para analisar a proposta.
A solução que encontrei, para uma resposta rápida desta Casa, foi recorrer a uma PEC votada há sete anos para o voto aberto para todas as configurações. Sei que alguns consideram, respeitosamente, os prós e contras de todos os votos serem abertos. Mas, nesta hora, esta Casa não pode vacilar. Essa resposta tem de ser dada hoje à noite. Por isso, tive a ousadia de colocar essa proposta em votação."
Henrique Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara
“A solução que encontrei, para uma resposta rápida desta Casa, foi recorrer a uma PEC votada há sete anos para o voto aberto para todas as configurações. Sei que alguns consideram, respeitosamente, os prós e contras de todos os votos serem abertos. Mas, nesta hora, esta Casa não pode vacilar. Essa resposta tem de ser dada hoje à noite. Por isso, tive a ousadia de colocar essa proposta em votação”, justificou Alves durante a sessão.
Mesmo com as críticas desferidas reservadamente contra a amplitude da matéria, em meio à votação vários parlamentares se revezaram na tribuna da Casa para defender a PEC do Voto Aberto.
O único que demonstrou publicamente indignação com o projeto foi o deputado Silvio Costa (PTB-PE). Ele acusou, no meio do plenário, o presidente da Casa de estar “jogando para a plateia” ao colocar a proposta em votação uma semana depois da polêmica em torno de Donadon.
“Vossa excelência [Alves] sabe que hoje vai ter uma votação unânime. Porque vossa excelência, de propósito, colocou o voto aberto hoje. Se alguém aqui se atrever a discutir voto aberto vão pensar que esse cara votou a favor de Donadon. Vossa excelência tem posado como paladino da ética desta Casa, mas precisa fazer uma autoanálise e ver se está sendo um bom presidente ou se está jogando para a plateia”, afirmou Costa.
Líder da bancada do PMDB, o deputado Eduardo Cunha (RJ) saiu em defesa de Henrique Alves. Ele criticou os parlamentares que reclamaram do fato de o presidente da Casa ter pautado o requerimento de cassação do mandato de Donadon na última quarta e disse que sua bancada, que conta com 81 parlamentares, não vê problemas em que sejam abertas todas as votações do Legislativo.
Vossa excelência [Alves] sabe que hoje vai ter uma votação unânime. Porque vossa excelência, de propósito, colocou o voto aberto hoje. Se alguém aqui se atrever a discutir voto aberto vão pensar que esse cara votou a favor de Donadon. Vossa excelência tem posado como paladino da ética desta Casa, mas precisa fazer uma autoanálise e ver se está sendo um bom presidente ou se está jogando para a plateia."
Silvio Costa, deputado pelo PTB-PE
Cunha ainda advertiu aos deputados que o PMDB não apoiará outras PECs que tratem sobre o voto aberto de forma mais limitada, como a do tucano Álvaro Dias.
“Não vamos aceitar o paliativo de ter outra PEC restritiva, com apenas um item, para ser declarada e votada nesta Casa. Queremos que esta PEC que está sendo votada hoje, em segundo turno, vá para o Senado, seja votada. É essa que queremos que valha. Não vamos apoiar uma PEC menor daqui a duas semanas”, ressaltou.
Mas Henrique Alves que será mantida a tramitação da PEC do senador do PSDB. O projeto está sendo analisado pela comissão especial e, nas contas do presidente da Câmara, estará pronto para ser levado ao plenário a partir do dia 18.
Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), seria mais ágil aguardar a comissão especial concluir a apreciação do texto. Ao contrário da PEC de Fleury, destacou o tucano, o texto de Álvaro Dias já foi aprovado pelo Senado e pode ser encaminhado para promulgação assim que for avalizado pelos deputados federais.
“O voto secreto só terá fim quando o Senado também aprovar em dois turnos essa PEC”, observou Sampaio na tribuna.
Alves disse que conversará com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para solicitar uma tramitação rápida do projeto. “Há interesse das duas casas de conciliar e, urgentemente, dar uma resposta aos nossos eleitores”, observou.
Deputados federais manifestam em prol da votação do Voto Aberto  (Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados)Deputados fazem manifestação pelo voto aberto no plenário da Câmara (Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados)
Outras PECs
Há pelo menos três Propostas de Emenda à Constituição em tramitação no Congresso prevendo o fim das votações secretas para cassações de mandato. Além do projeto do ex-deputado Luiz Antonio Fleury, aprovado nesta terça em segundo turno pela Câmara, há também PECs de autoria dos senadores Álvaro Dias e Paulo Paim (PT-RS).
O projeto de Álvaro Dias prevê o fim do voto secreto para perda de mandato de parlamentar nas situações de falta de decoro e de condenação criminal. O texto, já aprovado em dois turnos no Senado, está sendo apreciado por uma comissão especial na Câmara. Após o colegiado concluir a análise, ainda terá de ser votada em dois turnos pelos deputados federais.
Já a proposta de Paulo Paim, aprovada em julho na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ainda aguarda aprovação no plenário da Casa para então ser enviada para a Câmara. A PEC do parlamentar do Rio Grande do Sul também prevê o fim do voto secreto em todas as votações do Congresso Nacional.
Ato pelo fim do voto secreto
Na tarde desta terça, antes de ser iniciada a sessão extraordinária que aprovou a PEC, deputados que integram a Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto fizeram um ato na Casa em apoio à proposta de Fleury.
Cerca de 25 parlamentares, entre eles o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), bradaram palavras de ordem, percorreram o Salão Verde e se manifestaram dentro do plenário com uma faixa que pedia "Voto aberto já". O grupo conseguiu inclusive convencer o presidente da Câmara a posar ao lado da mensagem que pedia o fim do voto secreto.